Postado por : Paty Berezowski sábado, 31 de maio de 2014

Esse texto demorou para sair porque acabei ficando dias pensando em como me expressar, principalmente com relação a pessoas que estão comentando que essa revolta toda é devido aos homossexuais quererem que todos engulam sua ditadura gay.

Bem, primeiramente vamos a real questão do que aconteceu: A empresa Nintendo viu-se questionada do “por que não é permitido casamento gay em Tomodachi’s Life?”. Talvez tentando ignorar o caso, deixar que por si próprio o caso se encerra-se ou não sabendo lidar com a situação, a pergunta acabou afetando inúmeros players e tornou-os em uma massa revoltosa sobre o posicionamento insatisfatório da empresa.
No grupo de facebook, o qual tenho o prazer em fazer parte, Julianna Isabele opinou:
“Tem um bagulho que vem me irritando muito. A Polygon escreveu um texto sobre a falta de casamento gay em Tomodachi Life. Vejam bem: o jogo tem uma mecânica que se baseia em filhos, você precisa ter FILHOS pra criar seu personagem – se você mudar o sexo do seu Mii ele tecnicamente vira mulher mas mantem a mesma aparência.
Falaram que a Nintendo prefere optar por diversão e gameplay no lugar de “diversificação” e citaram a BioWare como uma das melhores defensoras da causa. Sinceramente, nem li o texto pq achei uma merda. (http://www.polygon.com/2014/5/22/5741992/tomodachi-life-heroes-of-the-storm-blizzard-nintendo)
Pra deixar claro: sou totalmente a favor. Mas gente, a BioWare LITERALMENTE mudou a Shep pra uma mina _mais gata e mais gostosa_, deixando ela esteticamente melhor. Mudaram a Ashley pra uma gostosinha com cara de ninfeta pq ela era meio feia.
E a Nintendo, que sempre deixou seus jogadores homens se vestirem como menina e flertarem com outras pessoas do mesmo sexo (ver Animal Crossing e Disney Magical World, jogos INFANTIS que liberaram essa mecânica) é a terrível vilã da história.”
Falei com um colega gamer, HJernando Gutierrez, que me deu exatamente a resposta que eu procurava para expressar minha opinião:
“A nintendo é uma companhia com valores tradicionais e provavelmente nem se tocou disso, mas a voz da comunidade é importante para que as empresas notem que há uma parcela do público que quer ser representada.
Não é impossível, como eu já disse, the sims já fazia isso no ano 2000 e na época ninguém falou nada de “meu deus, um simulador de pessoas que está convertendo as pessoas para a ditadura gay. O jogo apenas permitia isso porque ele se apresentava como um simulador de vida real, e na vida real existem homossexuais e no fim é isso que qualquer minoria quer ver em qualquer mídia: poder encontrar personagens com quem se identificar.”


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